segunda-feira, maio 21, 2007

inÍcio

sexta-feira, maio 04, 2007

Se as portas da percepção estiverem limpas
Toda a coisa se apresentará ao homem como ela é, infinita.

quinta-feira, abril 12, 2007

Que fiz eu para ouvir o teu coração?

sábado, abril 07, 2007

v

imensamente é a forma de saber o que vai ficando e permanecendo ao andamento do olhar. . . .hummmm. .. .ou talvez do vizinho. . . .hummmm. . .talvez é um pouco demasiado algures. . .. .vamos. . .

quarta-feira, março 28, 2007

poema rítmico de pontos e outros acidentes

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sábado, março 24, 2007

o nascer

sexta-feira, março 16, 2007

s

estar em pleno vazio..... . ... .pensar ou nem por isso.. . . .... atingir o estado que alguns chamaram de niilista mas que sinto como plenitude no prazer de ser. . . ....

sábado, março 10, 2007

e

as coisas esvoaçam. . . ...o espaço urge.. . . ..o vento vem de mim. . . ...

quarta-feira, março 07, 2007

sábado, fevereiro 24, 2007

. . = .




pcba10.ba.infn.it/images/wonder/wonder.html

terça-feira, fevereiro 20, 2007

f


http://www.pda0.net/index.php?seccion=galeria&content=fractales

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

as palavras são espelho.. . . ..

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

...........


oxygenetic.org/4/v.php?id=676

...........


lasco-www.nrl.navy.mil/cgi-bin/latest_img.cgi...

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

l


in amoergosum.blogs.sapo.pt/arquivo/2004_06.html

o teu olhar.. . .sempre. . .fractal como o mundo.. . ..poderoso como o sentir.. . .

terça-feira, janeiro 23, 2007

h


in www.prodigyweb.net.mx/ejulio/euaon.html

".............................Sim. Ter a ilusão de estarmos abraçados um ao outro e de repente interpor caves, esgotos, uma cidade inteira entre nós..........................................Lembras-te da Ivone, que não podia conceber como a voz passava através de um fio tão torcido? Pois tenho o fìo em volta do pescoço. A tua voz em volta do pescoço...................."

in A Voz Humana de Jean Cocteau

terça-feira, janeiro 16, 2007

W


© Copyright: 1999-2003 Julian Hill

aninhar no tempo o sentido das palavras.. . ..soltar não as amarras.. .mas todo o estar num determinado espaço. . . . ..ser como se é total. .. .. .

sábado, janeiro 13, 2007

impermanência


as redes que nos seguram são aquelas estampadas no rosto e apresentadas ao céu como o mais fabuloso vestido.. . .que nos veste.. . .que nos cobre como pele.. . .

quinta-feira, janeiro 11, 2007

E


sou amarelo e de todas as outras cores. . . ..preencho o olhar com o vazio. . . ..caminho no ar respirável.. . ..e talvez seja amorfo.. . ..ou incoerente. . . ..ou apenas ser.. . . .sei que serei algo mais.. . ..sei que serei voo.. . . .e o ar também.. . . . . .

sexta-feira, janeiro 05, 2007

´´

Não resisto a escrever este na íntegra:

Quando sentes tudo a tremer sob os pés/sobre os vaus/e entre Richter e Mercali/não encontras os graus//E entre Mercali e Richter/não se quer mais o que ainda se quer/se um sismo de baixa intensidade/ou o big-one da verdade//Que saibas a sós/que quando o amor fissura/o seu abalo dura e perdura/nas ondas que voltam/e partem de nós//E a vida nos experimenta/e rebenta/e a vida nos experimenta/e rebenta//A sua falha fica e replica/o seu abalo dura e perdura/nas ondas que voltam/e partem de nós//

Sérgio Godinho Ligação Directa

´



Ás vezes o amor/no calendário/noutro mês é dor/é cego surdo e mudo/o dia é tão diário/disso tudo(...) - Vou-te dizer/a luz começou em frestas/se fores a ver/enquanto assim durares/se fores amada e amares/dirás sempre palavras destas:(...) - Por te querer/vou abrir em mim/dois espaços/p'ra te dar/enredo ao folhetim/a flor ao teu jardim/as pernas e com elas braços

Sérgio Godinho Ligação Directa

domingo, dezembro 31, 2006

i

a ingenuidade é sempre a forma de estar no pensamento do dia a dia... ...todos os acertos metódicos que se façam é ... . ...bom.. . . ...talvez as palavras.. . .... .

segunda-feira, dezembro 18, 2006

viver

quarta-feira, dezembro 13, 2006

dancer

Rire, rever, plaire ou bien se balancer. De nos feux de tous nos artifices, jouer.

"...et sous une fleur de verre..."
Minuit Guibolles

sábado, dezembro 02, 2006

as palavras são o vazio que povoa o meu corpo.....não sei de fórmulas químicas ou físicas que expliquem esta transformação da minha alma.. . . ..mas de facto se tudo é a mesma coisa.. . . ..nada importará além da vida.... .. . ..e talvez estas palavras sejam de facto o vazio de sentido.. . . ...e também elas são parte da mesma coisa.... . ...não sei bem onde me leva a vida.. . ..e a visão.. . . .mas sei que o que sinto no mais fundo de mim chega sempre ao mais fundo de ti. .. . . .e sei que de facto somos duas partículas do mesmo sistema.. . ..do mesmo ser. .. . . ..que fazem a comunicação instantânea.. . .mais não sei.. . . . ..e não me importa.. .. . . . . ..

terça-feira, novembro 14, 2006

I

escrever banalidades.. . .só para libertar palavras.. . ..avançar no ritmo do movimento. . ............ ... ..ininterrupto. .. rasgando a pele do sentir.. . .só para voltar às palavras ditas em todos os actos de existência. . ...
talvez falar para dizer.. . ..ou ler para ouvir.. . . .talvez outro qualquer antónimo que nos povoe o espírito. .. . ...

segunda-feira, novembro 06, 2006

o




A criação

Da folha de papel, amarfanhada,
a mosca sobe aos montes,
desce aos vales,
evola-se.

A mão, armada,
recomeça a planar
sobre outra folha, lisa,
de papel.

Alexandre O'neill

segunda-feira, outubro 30, 2006

retomo a escrita na continuidade da vida... . .olho o mar .. . ..mergulho no caminhar como um acto físico. .. ...a vida demasiado pensada é pesada . . . ... .começo a amar

segunda-feira, setembro 18, 2006

V


by Franco Montana

continuidade

quinta-feira, setembro 14, 2006

Á

"A segunda criação é um jogo que permite escrever o que cada um fala o que cada ser é.
escrever uma História de Amor em tudo igual às outras onde, poderia ou não, Falar de Amor mas que concerteza falaria de ciúme
falsa mentira tenebrosa, que assombra....ilusões do nada... o frio do medo. não te quero perder na imensidão do mundo meu... amo-te...
E foi assim, uma vez, uma palavra dita - bem dita e maldita ao mesmo tempo - que à força de ser repetida transformou o próprio amor. E ficou o silêncio ... calado ...
Na espera, no costume ... a feracidade do vento e da história do ser sentado ou em pé ou deitado ou nadando, voando quem sabe pelo vento fora e ver algo que não é visível porque se é olhado, e quando se olha não se vê logo dá um murro nos olhos e aprende a ver, não a olhar
penetrante que me faz desejar-te muito mais que à vida.
Amo-te para me matar!
E o suicídio respira-me
Num silêncio povoadamente ruidoso. Que merda.
E, de súbito, num virar de página: ...
a vida passa a ser exactamente respirar viver ... andar no mundo, todo o que formos capazes de caminhar .... aprender a trovoada do amanhecer que construo para aquilo não conhece e só conhece quando já foi construído ... Nada feito o pesadelo deu lugar ao sonho de menino ... urge na existência dos seres inacabados, instrumentalizados, produzidos industrialmente destinado ao consumo dos próprios pelos mesmos, tornando-se a sua inexistência evidente ...
Dente, ente, rende, acende, queima, amanhã, arde, verde ...
ser ... talvez as palavras que tremem ... ou as rajadas das energias que fulguram ... se calhar por ser uma palavra que gosto ... ou porque esta palavra agora ... aqui está para falar ... e ao compasso da voz que fulgura o voltar a ser
Enfim ...
O fim! ao avesso."

jogo do cadáver esquisito - 18 Julho, Solstício de Orfeu

sexta-feira, agosto 11, 2006

p

de volta do andanças.. . . . ..onde todas as energias são maravilhosamente cruas e simples.. . . ...onde os sons que povoam o ar podem e são já parte de nós.. .. . ..saudades já... . . .neste instante curto os meus dois sobrinhos ainda por nascer.. . . ... .. . . .. . .. . ... . . . . . . .. . . . . . ... . . . . . . .. . . . .. .. .só queria que soubesses que espero que corra tudo bem.. . não sei datas.. . .mas não é necessidade.. . . ..espero que não julgues mal a minha ausência. .. . ...sabes que não me é fácil.. . . .nunca será... . .. .. . . . .mas a opacidade é ainda e cada vez mais transparente.. . . . ..

domingo, julho 30, 2006

l

vamos partir para o andanças.. .. . ...ainda não chegaram todos.. . . ..os sacos. .. ..as ferramentas de trabalho.. . ..tudo pronto.. . ..... . .. .....sol, árvores, água, ar, terra.. .. . ...alegria e energia.. . . .. .aqui vamos nós. .. .

quinta-feira, julho 27, 2006

t

amanhã a projecção do filme....finalmente.. . ...depois o andanças.. . ..... ..e há que acentar os pés na terra e viver.. . . ...

sábado, julho 15, 2006

L


saudades de ver a luz durante todo o dia.. . . . ..isto de viver nas horas da noite é deveras deprimente.. . . . .. . ..deve ser por isso que me custa adormecer e perder todo o sorriso do sol... . . . .. .não falta muito para voltar a ser também animal diurno.. . . .. ..

quinta-feira, julho 13, 2006

V

a imagem que me dá acesso a mais um bloco de texto é um mais verde, como os da farmácia.. . . ...como se escrever fosse um remédio que se toma para as dores de cabeça.. . ...ou do corpo todo.. . . ..pôr palavras numa ordem própria da cultura.. . . tentando sempre escrever o que é mais nosso. . .. .ou o que é mais acultural. . . .. tentando inventar novas ordens. .. . .. que sejam o que somos nós.. . . ... as dores começam a passar. . ... .

quarta-feira, julho 05, 2006

9 = (2+2+2+2+2+2)

o que me impede de começar este bloco de palavras exactamente da mesma forma, ou outra qualquer parecida, como já comecei outros blocos de palavras?.. ... . .e assim transformo novos clichés... . ...e assim começo .. . . ....o que me impede de acabar este bloco de palavras exactamente da mesma forma, ou outra qualquer parecida, como já acabei outros blocos de palavras?... . ....e assim fecho os clichés no centro da minha escrita.. . . .... .e assim, de facto, recomeço. .... .. ..o tal soltar as amarras.. . . .... . . ... . .. . . ..e quais serão essas amarras?!falarei para quem lerá de acidente? ou estou apenas a repetir-me. . .porque me acabou a imaginação.. . . .a vontade de inventar outras palavras.. . .?ou o tempo é um tique que se tem. .. . ..como quem estravasa fluxos energéticos em formas padrónicas... . .

segunda-feira, junho 26, 2006

Ver um céu num grão de areia
E o céu numa flor selvagem
Agarrar o infinito na palma da mão
E a eternidade numa hora

Augúrios de Inocência de William Blake


Age como se a máxima acção devesse, pela tua vontade, ser erigida
em lei universal da natureza.

Kant

quarta-feira, junho 14, 2006

O


origem do sistema solar, in astro.if.ufrgs.br/ planetas/planetas.htm

volto às palavras antigas.. . .caminhar.. . . .conhecer.. . ..sempre mais.. . . ..por momentos ínfimos quase que perdi o amor por essa descoberta.. . ..mas soltar amarras.. . ..é lançar os laços.. . . .é ouvir. .. ..pensar no que se ouve.. . ...viajar.. . ...voltar um dia ao que nos é origem.. . ...

sábado, junho 10, 2006

MADV

quarta-feira, maio 31, 2006

procuras o pragmatismo da matemática. . não deixas, porém, de sentir o etéreo que te preenche. .. buscas o sentido único e porém, és múltiplo.. . . .largas as marcas nas pegadas, porém, respiras o pó que largam.. . ..antecipas a vida, porém, revives o futuro, incessante. . . .

ainda hoje não entendo a ausência que trazia comigo quando te olhei de colher na boca.. . ..

segunda-feira, maio 29, 2006

elix


in riscos.blogs.sapo.pt


"Olharam-se. Os olhos traziam carinho. Traziam também mágoa. Mágoa do mundo lá fora. Mas o carinho escondia-a. Era um carinho denso. Penetrante. Adivinhador doutros mares. Doutros segredos. Doutras vontades. Doutras vontades por dizer. Doutras vontades por fazer. Em vivências assustadas. Silenciosas."

Pássaro do Paraíso de Maria Miguel

quinta-feira, maio 25, 2006

soltar a escrita como quem solta a voz mais profunda que nos povoa.. . . . .. falar dos sonhos e na imagem real que nos dá... . ..não tem nexo o que digo. .. . ...por vezes dou por mim no lugar de todos. .. . e penso que sou louco.. . . .porque o que relato é a realidade. .. . ....qual delas é!.. . . .. .. . . .. . . ... ..não sei que nome lhe dar.. . .. nem sei se nome terá já.. . .. . .. . ..e é isso que aqui guardo no silêncio. .. . .porque é este o meu silêncio. .. . .é este o espaço que lhe pertence.. . . . ..é esta constante ausência de sentido que imprimo.. . . ... . . .permanecer no infinito das palavras.. .. ..soltá-las.. . .. .. .e não saber onde vão cair ou pairar.. . .... . . .. . .. falo para quem lê acidentalmente este silêncio.... . . . .. . claro que sei onde vão pairar ou cair. . .. são os locais da impressão interna. .. . . .. . ..talvez ao som das estrelas. .. . . ...talvez ao compasso da terra.. . .. . . .... .. . .. .. ..talvez um dia deixe de falar por clichés.. . .. . . . ..talvez um dia não seja preciso falar.. . . . . ..não é já preciso falar.. . . .. .. é a vontade de te abraçar.. . . .. é a vontade de te beijar. ... . .. tu sentes. .. . .. .... . .. . . . .. . . ..

terça-feira, maio 23, 2006

~

à luz da estrela da manhã disseste . .. . .dá-me a tua mão.. . . ...terás sonhado comigo.. . . .

terça-feira, maio 16, 2006

Ç




ilha de s.miguel... . . .tour do monólogo a duas vozes.. . . ..aí estão elas no farol.. . . ...ainda mais salas existem para visitar.. . .

terça-feira, maio 09, 2006

olhar azul negro olhar azul


quadro de Miguel Cardileri

terça-feira, abril 25, 2006

a saudade é a evolução do ser quando consegue chegar ao infinito e lá permanecer
escrevi....sem ser eu próprio.. .. apaguei. . ..bem.. .se calhar era o que de facto sou.. . ..quando me olho ao espelho e procuro aquilo que sou no meu eu .. .. aquilo que sou.. . .e não se trata de puro existencialismo.. .. .é mais que isso.. .. . é como quando falamos... ..é o que me preenche a escrita.. . .o pensamento organizado.. . . ..ser racional.. .. ou existencial.. . .sentindo... . ..e só depois pensando. . .. para olhar os sinais.. .. .e o que eles dizem.. . . ..é ser o paradoxo andante... .. .e digo literalmente andante.. . ..é ao mais comum das palavras que quero ir.. . ..é assim.. .que quero falar.. .. é assim que sinto.... .. .ser comum.... . ..conhecer-me.. .. .a mim.. . ..olhar ao espelho e ver-te.. . . ..porque a música mudou.. .. ...porque aqui. .. .onde estou....... . .é contigo.. . ..matemático.. .. ou sentido.. .. .ou assim como é.. .. . . . .é amar-te....só e apenas a ti ..... nesse sentido ....que sinto.. . .

quinta-feira, abril 20, 2006


OBFUSE ©

fazes-me falta... . ....

sexta-feira, abril 14, 2006

É sem qualquer dúvida, alguma, o som do coração, que ele ouve, dele próprio.

segunda-feira, abril 10, 2006

o teu púrpuro perfil no azul do céu da tarde

terça-feira, abril 04, 2006

de volta os meus olhos limpos
acredito

segunda-feira, abril 03, 2006

as cigarras cantaram a chegada em uníssono

quinta-feira, março 30, 2006

nem com mil tormentas
que arrasem o mundo


Mafalda Veiga

terça-feira, março 21, 2006

Os dois apenas, entre céu e terra,
sentimos o espectáculo do mundo


Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, março 15, 2006

h

Com a Primavera
chegaram
brancas as borboletas.

segunda-feira, março 13, 2006

quarta-feira, março 08, 2006

XVIII

Impetuoso, o teu corpo é como um rio
onde o meu se perde.
Se escuto, só oiço o teu rumor.
De mim, nem o sinal mais breve.

Imagem dos gestos que tracei,
irrompe puro e completo.
Por isso, rio foi o nome que lhe dei.
E nele o céu fica mais perto.


in Antologia Breve Eugénio de Andrade

segunda-feira, março 06, 2006



foto:...

quinta-feira, março 02, 2006


azul que és

terça-feira, fevereiro 28, 2006

o


instalo-me em Tondela.. . .
...amanhã começo o meu estágio.. . .
.... .. vou aprender.. . . ... . .tudo o que conseguir.. . . ..
. . .. .espero-te. . . .. ..

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

V

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

as palavras saem do sentir...... . . .os
olhos acompanham a sabedoria do inevitável. ..

.da impermanência das coisas.. .
. .e os esquemas das máquinas mágicas que navegamos. .. . ..

foto Impermanencia por Elsa Mora

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

paLavra


by Petterson Menezes Tonini

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

X

terça-feira, fevereiro 14, 2006

o

Qual a opacidade das transparências do sentir, qual a transparência do opaco. É de mim que falo.. .. ..e falo de ti.. . . .porque o que sinto é amar-te.. .. .é difícil sentir algo mais... . ..se ansiedade é o nome.. . . ...é isso que chamaremos.. . .se é a transparência que sentimos.. . .porque não olhar porque não sentir... . . .não é tirar lugares ou espaços.. .é sentir.. . ..e se a certeza é guardar para nós os dois.. . . .não deixa de existir.. ..de ser.. . . .se é líquido... .. .pode ser sólido ou gasoso... . . ..mas é de facto.. .. ..amar-te é o que falo na escrita.. . ..e não só na escrita.. . .ouves? sentes?.. .. ..sei que sim.. .. .se disser o que repeti.. . . ..se falar do sentir que permanece é já o que não é? As perguntas? Ora.....respostas.. . .o falar?. .. ...nada mais que sentir.. . ..e se em outra língua falar.. . .igual será.. . . .o silêncio? olhar.. . .o olhar?.. . .amar.. . ..o ter medo? amar.. . ..só.. .. ..não são as dúvidas no sentir.. . ...mas .. .em lado nenhum.. . . .....amar é em todo o espaço ou tempo.. . ...somos dois.. . .um. .. . .tudo - o amor.. .. . ..se explico é por mim . .. ..que sou ainda criança.. . . .que sou aquilo que vivo... . . .que encaro e sorrio.. . ..como tu.. ...que .. . ..que. . . .para. .. . . ..ora.... .. . .palavras.. .. .tão pouco. . . ...simples. . . . .o viver e o querer.. . .estar contigo. .. . .agora e sempre.. . . ...e parecem clichés.. . . ...e são verdade.. . . .não duvido.. . .vivo.. .. . .e quero-te tanto... . . .só porque é mais que desejar.. . . .assim o sinto.. ...difícil? sim.. . .porque é simples.. . . ..sem presunção. .. .sem nada do que é de todos.. . ..com tudo o que sou eu. .. .que escrever.. . . .que dizer... . ..que sentir... . ..conhecer. .. .amo

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

interiOridade

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

o movimento contínuo... .. ..........te

segunda-feira, janeiro 30, 2006

F

When the pawn hits the conflicts he thinks like a king what he knows throws the blows when he goes to the fight and he'll win the whole thing 'fore he enters the ring no body there's no body to batter when you go solo, you hold your own hand and remember that depth is the greatest of heights and if you know where you stand, then you know where to land and if you fall it won't matter, 'cuz you'll know that you're right
Fiona Apple

sexta-feira, janeiro 27, 2006

U

o sentir.. . ..sem querer magoar.. . . ..o gostar de facto.. .. .sem saber muito bem o que fazer.. .ou dizer.. . . ... só que tenho a maior das vontades de te pegar na mão.. . . .. .beijar-te...... . ..seria já o suficiente. .. . ..tj

quinta-feira, janeiro 19, 2006

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaatlaaaaaaaasss

domingo, janeiro 15, 2006

já houve quando este texto me saiu da boca em palco... . .

Todo este céu

abraça-me bem
e cobre o meu corpo
enfim
nesse agasalho
são os teus braços
sim
cuida de mim
basta-me um gesto
porém
abraça-me bem
bem no teu colo
chega-me mais a ti
um pouco mais
suavemente
assim
tudo por fim
são mágoas
que eu consolo
bem no teu colo

todo este céu
de pássaros e tons
muito assombrado
traz o teu ser
tão bom
todo este som
desce a nós
com um véu
todo este céu
lançado à terra
sobre restingas e ilhéus
mil sombras de asas
lembram a ausência
de um deus
num último adeus
pois só teu afago
me espera
lançado à terra

e qualquer coisa acontece
no mais alto dos céus
qualquer coisa no fundo
do meu coração
mas não sei das trevas

nem da luz
pois sem ti não há
nem céu
nem chão
e se a noite já ronda
minha cruz
luz nas trevas
minha paixão

Fausto

sexta-feira, dezembro 30, 2005

In

ao aperceber do vazio... . . . .....ao aperceber da posse.. . .que se nega.. . por sua própria natureza. . . ..ao ver as chamas do fluxo de tempo.. . ...do seguir do espaço.. . ...do caminhar incessantemente pelo caos.. . ...a nossa origem.. . ....é a que nos encontrar no finito... ... . .se os pontos somos nós e eles mesmos.. . ... diferenciando que estes emanam luz visível aos olhos de todos.. . ..entre nós.. . .nem todos vemos. . ...... .. .ou pensamos que não vemos.. . . .a única coisa que não pensamos é a constante negação do que somos capazes... . . .falo do que somos.. . .do que nos preenche.. . . ...que é tanto mais.. . . ....e seguimos.. . . ....com as marcas.. . ....com as palavras.. . . . . ...e ninguém impede ninguém.. .nem mesmo a si próprio. . .de olhar o todo

sábado, dezembro 17, 2005

cOm

movem-se os pontos a compasso.. . . . .. anda a vida lado a lado. .. . . . ..corre o sangue à velocidade da respiração. .. . ... . . ... .. .e o infinito. . . .... . . .esse.. .não tem palavras

quarta-feira, dezembro 07, 2005

flU


respirando... . . . .a repetição de movimentos no espaço do tempo.. . . ... .estar preso no fluxo.. . . .. .

segunda-feira, dezembro 05, 2005

SeR

viver.. ..viver... .. . .. . ..viver.. .. . . . ... .até a respiração ser .. ... . . . .. ..até poder alcançar sem espaço.. . .. . ....sem tempo.. . ... . .. .. ..estar ali naquele ponto .. . . . ..naquele lugar.. . .. .. ..que nem mesmo nós sabemos qual é.. .. . . . .. nem mesmo nós.. .. . . .é o que nos assusta.. .. ...é o que receamos. ..se quisermos ser cobardes.. . . .. .mas é de facto o medo que nos consome.. . . ... . .o medo de caminhar.. . . .por achar que.. . . ... . ..mas viver.. . . ...libertar estas palavras. .. . . ...ver. . . . ....sentir.. . . . .. . . .ser

quinta-feira, novembro 24, 2005

esquIsIto

Ontem fez-se a gravação de uma voz off do Guilhas para o Cego mesmo se vejo... . . . . . . . ....fantástico o resultado na voz do vagabundo bêbado filósofo.. . . . . ... .. . . . . .depois é só ver e ouvir o resultado final. . . . ..já não falta muito. . . . . . .. ... . .é já em Janeiro. . . . . .... . . . ..parece longe. . . . . ..... . . . .. . .. .. . . .. . . . . . . ...entretanto jogou-se ao Jogo do Cadáver Esquisito.. . . . ..foi este o resultado:
" A busca continua revelando um, dois, três, quatro... quantos tiverem que ser os passos... andar e preencher um asilo de cores suspensas em objectos, em malas. Por vezes é difícil sonhar o mundo, ver o mundo...voar...porque nos embrenhamos nele... mesmo respirando outro ar... ser e estar dependente, pendurado nas regiões vacilares onde a surrealidade das imagens com nomes reais é tão presente quanto cada pedaço de corpo frágil. Ausente sem ausência. Amar sem viver não é possível ou... não é impossível. Só depende do que se vive... do que se respira.
Alto.
Quando olhamos para cima. Para cima é o caminho e também para baixo e para os lados... e ver a luz a sério como um grito de quem é necessidade gritar, seja num só momento ou em todos eles,... caminhando sobre árvores: os ramos, as folhas, os frutos, os pássaros, os narizes e as cabeças. Sobre o resto, bom é o resto e com certeza se falará, resgatado da infância, como bola de cristal.. . . .é também o ar. De ar é também a vida."
Também foi gravado.. . . ... . para futuros projectos e trabalhos. .. . ... . . . ... . . . . . . ... . .. . . .

terça-feira, novembro 22, 2005

eu

Aprendi a respiração com o meu avô.
Cultivo o acto do sorriso da minha avó.
Todos os outros me ajudam a construir estas bases, pois são também eles seus herdeiros.

16.11.05

segunda-feira, novembro 21, 2005

grÃo de cafÉ

"Dentro daquele momento, como dentro de toda a eternidade, aquele foi um ponto de tempo feito de terra e de sol e de julho. E o tamanho da terra entrou pelos seus passos. E o sol entrou pelos seus olhares. E o tempo começou a atravessar-lhes a pele."

quinta-feira, novembro 17, 2005

O


foto por J.P.Casainho

o andanças.. . ... . . . .. . .. . . . . .. . . . .. . . . .. . . . . . . ... . . ... .. . . .

terça-feira, novembro 15, 2005

equIpa




a d'Orfeu.... . ... .... ...as pessoas que conduzem o carrocel... ..... .. .... .. .

aaamareeEEEEeloOooOO

ouço o último álbum dos sigur rós..... . .. .. ...como grandes rodelas de manga... .. ... .. ....trato da segunda rodagem do filme... ... .. ....e tudo isto a escrever sem teclado..... . .......só uma imagem no ecrã.... . .... . . ........

segunda-feira, novembro 14, 2005

caminho

domingo, novembro 13, 2005

. .. . . ...walking on the tracks.. . . . .living hand to hand with whom wants to live it.. . . ... . with who is able to be.. . . . .truly. . . ... . ..."we won't survive, unless we get a little crazy. .. ". .. . ... . . . .. i will breeth you Atlas.. . .you who cary the world and the universe on your back.. . . . .

sexta-feira, novembro 11, 2005

tEste

... . . .. .espero a minha vez de fazer o teste.. . .. .mas estou já dentro da sala.. . . .. .enquanto os outros fazem a parte teórica.. . eu já a fiz.o semestre passado. . .eu faço a minha teoria destas palavras.. . tomei já o pequeno almoço mais ou menos relaxado dentro da sala.. .enquanto o professor explicava ao resto dos alunos o porquê de eu entrar assim de meia de leite e tosta mista nas mãos... .devo referir que perdi grande parte da minha meia de leite ao deslocar-me do bar até à sala. . ..paciência... quem me mandou tomar o pequeno almoço tão em cima da hora do teste?!.. . e aqui estou eu a olhar em volta.. . a ver o pessoal a acabar... .. .ou ainda agora a começar.. . .o professor a dar orientações. .. .essas coisas todas.. . .e no entretanto a minha mente e alma vão viajando até momentos anteriores. .. . . ... . ... . . . ...e vou-me lembrando dos instantes passados.. .. . . .. .

quarta-feira, novembro 09, 2005

.. . .... .

as mãos.. . .. . .o rosto. . . . . .os olhos mais que tudo.. . . .. . o corpo que é puzzle. .. . .. .o sorriso. . ... . . .

domingo, novembro 06, 2005

expandIr


que o tempo se expanda.. . . .. . . . .. .que nos cubra a pele.. . . ...

segunda-feira, outubro 31, 2005

´

ó......palavras.......

quinta-feira, outubro 27, 2005

in

nada mais posso dizer..... . .. nada posso dizer... . .. . ..porque não é necessário. ... . .porque estás aqui. . . comigo. .. . .é de facto. . .. .somos . . .. . .já nada nos podem tirar.. . . ... . .vivemos... . . ... . .comunicamos. .. .. ... . .amo. . . ..te... . .. .. . .não importa que não leias estas palavras. . . . . .estou a dizer-tas ao ouvido.. . . .. e os clichés da minha escrita retornam.. . .. . .. . .. porque As palavras não são para sair. .. . . . ... por enquanto. .. . . =D

segunda-feira, outubro 10, 2005

lUz


a forma como mexes no cabelo.. . .. . . .o teu sorriso para mim quando não me olhas. . .. . . . .. . . . .a tua presença . . .. . . .. .a vontade de te abraçar. . .. .. . . ... como disseste?.. . . ..the light at the end of the tunnel. .. . . . . . .. . .

quinta-feira, outubro 06, 2005

... . . .a câmara já começou a rolar... . . . .as palavras tomaram já forma.. . . .. . ..a história não pode mais parar. . . .. . . ..e tu acompanhas-me nesse processo . .. . . ..estás lá a dar corda à fita.. . . .foco e desfoco o teu olhar.. . . . .. .cresço na subida do teu corpo.. . .. . . e não podemos parar. . . . ..

segunda-feira, setembro 26, 2005

Cego mesmo se vejo

é o título do filme que estou a produzir, realizar.. . com os meus colegas... . . .projecto de final de curso.. . ... . ..entretanto.. . .no meio.. . .de palavras. . .mails a serem enviados. . .. encontrei uma frase que me foi oferecida em jeito de bolinho da sorte chinês por um amigo.. . . .que vai fazer a banda-sonora. .. .para este projecto. .que me vai preenchendo a cada dia que passa. .. ..e o entusiasmo vai sendo cada vez maior. . ..de ver as coisas crescerem. . .. ..aparecerem. .. . . ..a frase diz:

Ouve
os sons que te rodeiam
contempla as suas ressonâncias
fora e dentro
ou simplesmente reage
e verás
que no fundo
é o mesmo

BitOcas

sexta-feira, setembro 16, 2005

Siddhartha

"[...] Quando alguém procura [...] pode acontecer que os seus olhos vejam apenas a coisa que ele procura, que não permitam que ele a encontre porque ele pensa sempre e apenas naquilo que procura, porque ele tem um objectivo, porque está possuído por esse objectivo. Procurar significa ter um objectivo. Mas encontrar significa ser livre, manter-se aberto, não ter objectivos.
"[...] As palavras não fazem bem ao sentido oculto, tudo o que é igual torna-se sempre um pouco diferente quando é dito em voz alta, um pouco falseado, um pouco louco sim, e também isto é muito bom e me agrada bastante, também com isto estou de acordo, que aquilo que é tesouro e sabedoria para uma pessoa, seja sempre uma loucura para as restantes. [...]"
"[...] Se as coisas forem aparência, também eu sou aparência e elas são, assim, iguais a mim. É isso que as torna tão queridas e veneráveis aos meus olhos: elas são iguais a mim. É por isso que as posso amar. E isto é um ensinamento que te fará rir: o amor, Govinda, parece-me ser o mais importante. Compreender o mundo, explicá-lo, desprezá-lo, são coisas que poderão agradar aos grandes pensadores. Mas eu considero mais importante amar o mundo, não o desprezar, não o odiar nem me odiar, observá-lo, a mim e a todos os seres com amor e admiração e respeito. [...]"


Hermann Hesse Siddhartha

domingo, setembro 11, 2005

simples

sexta-feira, setembro 09, 2005

clichÉ

aprendi as palavras. . . .. . . ..sei o que são energias. . . .. . . . .o que sempre. . . .fui. . . .energia. . . . . se os intervalos regulares dos ciclos.. . . . .poderão ser mecânicos. . . agora. . . ..foi. . . .o que sempre. . . . ..nunca. . .. . .se respirou .. . ... .e o infinito será o resumo. . . . ....e o já?. . agora?!. .. . .que perguntas fazes.. . .. ..que forma de largar as palavras. . . ..quem te ensinou a escrever?. . . .quem és?..........quem foste ou serás.. .. . . ..clichés. .. clichés. . . .. detesto clichés. . . . . . .e porém não sinto esse detestar.. . . .. ouvi alguém no comboio...que falava de forma diferente. . .. .dizer que mudava rapidamente. . . . .....?. . .. o que quiz dizer com isso?!.. . . .. . . .podia bater com o punho na mesa e exigir uma resposta imediata. . .. ... . .mas acordaria quem sonha. .. . . ..ou quem há muito acordou com o ritmo dos meus dedos. . . .. .. ....clichés.....clichés... .. . .que coisa é esta que me preenche a escrita?.. . . .. .quem pediu a pontuação?....ah. .. .. .porque é que escrevi....chega de pontuações... . . . ..para que escrevi.. . .para quem........ .. . ..quem tirou o vácuo. . . .. .quem soltou. .. .quem largou . .. . ..o meu olhar de novo . . .. .. .o que digo. .. . não sei. .. . não me perguntem. . . .. . .. .não estou a conseguir mudar tão rapidamente como se calhar costumo fazer.......deve ser o cansaço...... . . . .estou cheio de sonhos. .. .. . .. . . .cliché. . .. ..estou cheio de sono. . .. . ..verdade. .. . ..cliché

quarta-feira, setembro 07, 2005

alÉm

a água traz já o cheiro do outono.. .. . .... ..saudades

segunda-feira, setembro 05, 2005

" We're for the living and the difference we make. "

sábado, setembro 03, 2005

lha

bato com os pés no chão
e tenho terra nos sapatos
tiro os sapatos
e tenho terra nos pés
pés que batem
e dançam
e correm
e suportam o corpo todo

tra

Ndziwa hematil weni


loko ndzi zetemuka
he matilweni
ndzi txukumetele a cometa
i tava paraketa langa
psi ngetanu
ndzi vekele phati
laku phati phati
psanga mubeto wa mati ya ku hisa
a hansi ka minenge yanga
kuva ndzi tilata
psi ngetanu
ndzi txukumetele a djambu
psanga balão laku phatima
livanga psanga dzilo ni gole
ku zetemuka kwanga
he matilweni
Cair do céu

se eu escorregar
céu abaixo
atiras-me um cometa
para me paraquedear
ou então põe-me uma nuvem
branca e escura
como uma cama de água quente
embaixinho dos meus pés
para eu me deitar
ou então
joga-me o sol
como um balão brilhante
iluminando
a fogo e ouro
o meu escorrega
céu abaixo
Maria João - Tralha

quinta-feira, agosto 25, 2005

vÁcuo

É como se a esfera fossem esferas e as esferas nada.. .. .os espelhos que reflectem o vazio.. . . .é a razão de não olhar... . . .a razão de desviar.. . .as marcas que permanecem.. . .... .as linhas que se perdem no infinito.. . . ...no viver.. .. . ... . .. o chão alinhado.. . . ... .a vontade de pairar e correr por sobre as nuvens.. . . ..os líquidos que se soltam.. .que vagueiam nas letras.. . . ...o fogo que perdura.. . ... .a minha bolha que não é esfera.. . que não é forma.. .. . .. . .. os pontos que adivinharam.. . .. .os sorrisos que serão e .. . . ... . ..a vontade. . . . . . . o querer.. . . o silêncio.. . . . . o vazio..... . . ..o pleno.. . . .... . .tudo se dissolve.. . . . .e que as minhas palavras não sejam interpretadas.. . . .sejam lidas e vistas.. . .respiradas.. . . ...que se veja o vácuo que as preenche... . .. .que se vá além da dor que não existe. . ... .. .que vá além do amor.. . .. . .além... . . . .do amor.. . . ...o meu caminho. . .. .eterno

sexta-feira, agosto 19, 2005

photomaton

vivo
=)

sexta-feira, agosto 12, 2005

respirar

Sempre escrevendo, sempre caminhando e divagando, está alguém para entrar.
é espantoso como por vezes nos superamos.....como por vezes somos capazes de libertar o grito que nos comove.. . . ..o grito que nos respira.. . . . .. .é fabuloso. . .que alguém nos acente os pés na terra. . . . . .é fabuloso quando alguém diz em silêncio . . . ..até já. . . ..no infinito. . . . . .é fabuloso. . .que alguém pinte as cores do sentir. . . . . . .
vou chegando aos poucos lá. . . . .. ..=).. . . .. .e sozinho. .. . . . .. .é libertador... . . . . ..esta coisa de estar só.. . . . .deixei de sentir angústia . . . .. ...deixei de libertar as lágrimas. . . . ..porque mais não há. . . .. ... . as razões. . . ..parece que são todas. . . . . .. .mas o que realmente me respira é a vontade imensa de viver. . . . .. .. . .ser vivido . . . .de seguir.. .. . .de caminhar. . . . .de sorrir. . . .. de ser eu... . .sem o ser. . . . .sendo. . .apenas. . . . .viver. . . . . . .. . .é tudo o que quero. . . .e aqui estou. . . .nesta contínua viagem. . .. .sem volta. . . . .porque alguém me disse que olhar para trás fazia doer o pescoço . . . . ..e que não podia parar. .. . . . ..vejo agora que nunca parei.. . . . .. . . .sempre .. . . ..

margem

Não, não tenho nos bolsos
Punhado algum de terra
Para firmar os dedos.

Sigo a margem do rio
E logo a água enche
O sulco das pegadas.

E sei assim que a margem
Firme é só um momento
Que não regressa, pois
A terra é logo água.

Manuel Amaral

terça-feira, agosto 09, 2005

viver

sábado, julho 30, 2005

dharma

terça-feira, julho 12, 2005

S

" Na busca da procura apenas procuro uma busca. Perder é tudo... e se busco procurando na procura, logo a procura se torna numa busca perdida.
Ou não serás tu um caminho que se segue ao meu...
e caminhando-te, caminho num caminho caminhado, não por mim, mas por ti... que és caminho.
Só poderei andar, jamais parar! "

glasseS

















. . . .... . cheguei ontem a aveiro.. .. . ..

segunda-feira, julho 11, 2005

respIro















.. .=) . . . .. . . . não me lembro o que olhava.. . . .. .lembro-me que foi no Porto. . . . .. .na Ribeira. .. . . ... . .

sexta-feira, julho 08, 2005

.. . . .. ..sonhei. .. . . ..=)

Imenso

Pode um desejo imenso
Arder no peito tanto,
Que à branda e à viva alma o fogo intenso
Lhe gaste as nódoas do terreno manto,
E purifique em tanta alteza o espírito
Com olhos imortais,
Que faz que leia mais do que vê escrito.

Luís Vaz de Camões

segunda-feira, julho 04, 2005

irmÃ


.. . . .. . a minha irmã e eu .. . . . . .já lá vai algum tempo.. . . . . ..mas continuamos juntos.. . . . . . . .debaixo do sol.. . . . . . .a sorrir. . .. . . ..chamo-lhe por vezes a minha mecenas. . . . . . .... é ela que me apoia nas minhas ideias. . . . .nas minhas experiências na arte. . . . . .. ..... . .. . . . .

.. . . .. . .sinto. .. . .te.. . . . . . ...respiro. . . .. . .saudade. . . . .. mas aqui estou na nossa caminhada. .. . . .. .. . =)

quinta-feira, junho 30, 2005

te

......... . . . . .as linhas .. . . . . . .. .. ..... .. .perceber o que caminhar é. . . . .. . .o infinito.. . . que está na frente.. . .. . . .os olhos.. . . . .. ... .. . . . . . .. os passos.. . . .. . .. . . . .. . . ... ... . .estarei sempre. . . . . .. . . ... . .limpo. . .. . . . . .vivo. .. . .. . . . .. .contigo na minha alma.. . . .. . ..respirando. . .. te. .. .

segunda-feira, junho 27, 2005

...... . . . .. . . . . .... . .. . . .. .. . . . . . . . ... . .. .vinha escrever.. . . . . ..vinha falar. .. e sentir.. . . . .acabei por só sentir... . . . .e só não é apenas.. .. . . .vinha olhar . . ... e senti.. . . . . . . .a vontade.. . . .podia agora resumir.. . .mas como se resume o infinito... . . . . .. .como se fala quando se sente . .. . ... . . . .viverei.. . . . .respiro.. . . . . . ..pensar que estarei longe. . . . .separado.. . . . .tanto tempo . . . .. . .. . .dói já.. . . . ...a saudade já a sinto.. . .. .. .vou caminhar. .. . . ..vou limpar-me.. . . . . . .pôr-me.. . . .. .eu em mim. . . . .. .que é o mesmo que dizer tu em mim. . . .. . . .voltarei mais transparente .. . . .mais verdade. . . . .porque nunca é bastante.. . .. . .. porque sempre é infinito. . . . . . . ..porque é lá que estamos. . .. . .... .sei que sim. . . . .. . .chamar-lhe. .. . .não existem as palavras. .. . . ..porque é a alma. . . . ..a alma. .. . .o que chamo. . . ..o que quero.. . . . . ...e se a alma está no corpo. . . ..é tudo que quero. . . . ...tudo não é mais nem de menos. .. . . .é tudo.. . . . ..alma. . . . . . . . . . .... . . os passos. . . . .. ..saudade já. . . . . .. . . .parar nunca. . . . .. . . .. . ir sempre. . . . . . . .... . . . ...só a alma não se dilui no tempo...................

sábado, junho 25, 2005

transparÊncias

à transparência... . .. . . o silêncio do meu olhar.... . .. .. . o não conseguir perceber por vezes... .. . .. . ..perdoa ou não perdoes.. . . . . .o quê?..... . . . .não sei... .. . . .. . .sei de quem sou... . . .sei que sabes.... . .. .. . .sempre.. . . .. . . ..como dizia aquele povo... . . . ..olhar as nuvens e ser capaz de ouvir a música das borboletas... . .. ..e sempre que vejo uma branca.. . . . .és tu de quem me lembro... . . .. .recorda-me o passeio antigo pelas montanhas.. . . .. . . .aquele momento... . . . .. .em que o som que eu ouvia à noite... . . .cessou.. .. .porque passou a estar dentro de mim.... .. . .quando olhei através da tua transparência.. . . . . . . .e amo-te tanto... .. .. .que choro às escondidas.. . .por não poder ser eu contigo.. . . . .por ser necessidade o teu olhar.... .o teu toque.. .. . . . ..não sei.. .. .não sei se as palavras... ..resolvem... .. .saram.. . . . . .vivem.. . .. . .sei que és capaz de olhar pelos meus olhos.. . . . .. sei que algo sentes... . . ..sinto por vezes. . . .que na distância dizes amor.. . . . . . . .a distância dos céus.. . . .as nuvens...... . . . . . . ..respiro.. . .. .com imensa dificuldade. . . . . .mas respiro. . . ..

quinta-feira, junho 16, 2005

nuvens

... . . . .. . . . ...muito acima das nuvens estamos... . . . .inalcansavéis.. . . ..alcansavéis.. . .. . ..lá.. . . . .. . .sempre.. .nunca. . .. o paradoxo do espelho.. . .. . .em que olhamos para as nuvens e vemos.. . . .. .olhamos lá.. . . ..no alto do fundo.. . ..respirar... . . ..

domingo, junho 12, 2005

I

...... . . . . . . .. . . .... .respirar.. . . . .. .saudade.. . . . . . . ....respirar . .. ... .. .sentir. .. .. . . . . .viver em cada passo.. . . . . .. .. . ... . ..estar. .. ..ligação de alma.. .. . . .amar.. .. . . .tanto. . . .. .tão.. . . . .. querer o teu olhar infinito. .. . . . .. .

sexta-feira, junho 10, 2005

.. . . .... mais..... . .. ..daquele momento em que as duas pontas do infinito se uniram num olhar.. . . .. em que as palavras se encontraram no silêncio. . . ... . . . . . . . .=)

quinta-feira, junho 09, 2005

vIvO

.... . .. . . .. .depois do som.. . . ...o silêncio... . . . .. . ..e vivo agora... . . . . ..sou.. . . .. . . ..mais que nunca .. .. sou... . .. . . ..o sorriso.. . . .. .as mãos. .. . . .. . . .a bolha. .. . . . . . .o olhar que é.. . . . .. . ..não sei bem o que diga.. . .. . . . ...por vezes as palavras perdem-se. .. ..no tempo.. . .. .que nos vamos apercebendo.. . .vai andando. . . . ..caminhando connosco. . .. . . ...sempre. .. . . . .. . . .. .... e quando digo nunca. . .. .digo sempre.. .. . . ...e se falo em paradoxos. . . .. . ... .. ..há quem não me entenda.. . . . .. .. .mas quem não me entende.. . . .. . .não vive. .. . . .. . . . ..sei quem está sempre. . .. . .. .dentro da minha alma.. . . . .nunca. .. . . ..na minha alma... . . .. . . .e falo.. .falo.. . .falo.. . . . . .. mas o sentir é tudo.. . . . ..e repito as palavras. . . .. . .mas o sentir é tudo. . .. . . . .. ..sempre. .. .nunca.. . . . . . .. .e . . . .. . . . . ..vivo.. . .. . . . .. .. . .. .. .. .. ..... . . . . . . . . . . . . .. . . . . . ..

terça-feira, maio 31, 2005

sOm

o som ancestral... .. . .. . ..lembro-me dos sonhos que tinha.. . .. . . .... sonhava com um som... . . . . . .de alguma forma incomodava-me.. .. .não por ser desagradável.. .. .de todo...... plo contrário.. . .. . .. mas por ser tão intenso.. . ... . . .. . era miúdo... . .. .. . .não sei bem que idade..... .mas novo... .. .. . .. . .era sempre muito curto... .. . .. não sei talvez alguns segundos... . .. .. . .. .era estranho..... .. . . .porque acordava logo... .... .. ..por vezes vinha sozinho.... .e fazia-me logo acordar.. .. .. ou então aparecia depois de algum outro ou outros sonhos... . .. .. .. . o som porém não parecia vir de dentro de mim.... .. . ..quer dizer mais ou menos...... .. . .. .parecia um eco.. . .. que vinha de um canto do tecto do quarto.... . . . .. ..quando agora penso nisso.. . . .uma vez que me recordei.. . .. .. pareciam ser algumas frequências... . .. . ..um misto de agudo e grave... . .. . . . nunca mais o tive... . .. . .. . ...desapareceu sem dar por ela.... .. . . .só os tinha de tempos a tempos.... ... . .. .mas acho.. .. .. que deixei de os ter... .. . .mas não reparei.. .. .. . ...... .. . . ...gostava de os ter outra vez.. .. . .mas foi imensamente recordá-lo agora... . . . .. pensar que era tão novo.. .. .. . . silêncio

sábado, maio 28, 2005

depois.... .os pontos retomam.. . .. .os passos.. . .. .os tijolos.. . ...a força que entrega as mãos à escrita. .. .. . .o olhar que reflecte.. . . . .

eXplosao

... . . . .fumo um cigarro.. . ..ouço txalaparta. .. . ..fumo.. . . ..cinzeiro.. . . ...é a curta que me dá forma.. . . .é arte . . .imagem.. . . ..ou holograma. . .. .é universo?. . . ....apaguei o cigarro. . .... . .ser.. .é .. . .apenas. . . ..só?.. . .. .talvez mais.. . . .. .talvez enfim. . ...talvez.. . . ..a certeza.. . ...=).. . . ... .o agrado.. . . ..de sentir.. . . ..de ser . . .capaz... . ..de viver.. . ...de amar.. . .. .se...r......?... . . .hmmmmmm..... . . . .....as mãos.. . . ..sempre as tuas.. . . . ...o sangue.. ...o ferver.. . ...o... .r...es. . . ...é etéreo. .. ..é partícula...r... . ..é tudo. . . ..... .lá bem no alto.. ...lá bem no fundo.. .. . .as extremidades.. . .as mãos e os pés... . . .o ser .. . .o sol.. . . .sempre.. . . ..a lua.. . .sempre.. .. . ..o vento.. .. .sempre.. .. . ..o mar... . .sempre.. .. . .a terra.. . .. . . ...sempre.. . . ..farto de pontos eu sei que as palavras não são cinzas sei que o amanhecer sempre foi eterno sei que tudo é nada e os espelhos são sempre e que o sentir é abstracto que é sempre que sempre foi como o amanhecer que sempre agora neste momento estou aqui onde nunca ou melhor há muito tempo não estava aquela sensação antiga de limpeza de transparência não a mesma de sempre é mais é nudeza é rudeza é algo que não sei se consigo de facto traduzir em palavras é estranho é bom é intenso sem o ser não é bem isto é algo imenso sim volto a dizer que de facto não lhe atinjo os limites sei que ser é mas em mim mora algo de enorme que transborda simplesmente não tão simples assim simplesmente é algo que me faz viajar o raciocínio é por vezes tão veloz que o tempo parece parar e isso é algo que me faz chorar como agora por razão nenhuma porque parece que o raciocínio finalmente parou como se fosse uma massa compacta de energia em que os orgãos são todos um só é estranho é

segunda-feira, maio 23, 2005

withIn

... . . . . . .. .... within .. . . . are the answers... . .. .. .within.. . . .. . . ..... .is everything that you can call truth.. . . .. .within ..... . . .. . . ..

sexta-feira, maio 20, 2005

trapÉzio


deixar o meu sangue..... . . . . .o meu ser . . ..atravessar-te as veias.. . . . .. . .circular.. . . . .. . . sou teu. .. . .. . . . ...

quarta-feira, maio 18, 2005

... . . ... . .. . . . .. . . .. . ... ... .. . .. . ... ... . . ..os passos

sexta-feira, maio 13, 2005

.. .. ... trago-te todos os segundos.. .. . . .

terça-feira, maio 10, 2005

instantAneamente

........... . . .. . . .no momento em que o canal se aBriu..... .. .em que a coMunicação.. .. . .se tornou ainda mais transparente.. .. . . . .. ...instantânea .. .. . .. . ..

segunda-feira, maio 09, 2005

mÃos

as tuas

quarta-feira, maio 04, 2005

partÍculas

"...que o teu sol é aquele do levante, o das gotas de orvalho, e que enfim as palavras nunca foram nem sal nem cinza, são sinais colhidos da memória que se guardam nas mãos em concha quando voltas do mar, que se guardam perenes, as palavras."

Nuno Dempster
"Na tua fronte quero viver o pequeno tempo, esquecido, deixar passar silencioso o meu sangue pelo teu coração."
Johannes Bobrowsky
nascer do sol em merzouga - marrocos in Miguel Elói no sapo

segunda-feira, maio 02, 2005

kandInsky


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